domingo, 25 de março de 2012

Vontade dá e passa.

 Sou uma metamorfose ambulante. Uma hora quero água e na outra quero chá. Reconheci esses dias que vontade dá e passa. Claro que ela pode voltar com uma maior intensidade ou sem identidade ou fantasiada ou quase apagada. Mas vai continuar à passar.

 No espelho de ontem eu vi o reflexo da tristeza. Ao fim do dia encontrei a serenidade e hoje a felicidade. Agora me diz, como pode um ser mudar tanto em 24h? Talvez a resposta esteja nos astros, que fazem esse mundão todo girar. E ainda bem que gira. Encontro nele todo tipo de tralha, é minha dispensa particular. As vezes esqueço o que tenho guardado e acabo me machucando ao encontrar, mas sinto que a busca foi minha e só eu posso me livrar.

 Maçã ou chocolate? tv ou cama? corrida ou mar? amassos ou solidão? irmão ou desconhecido? brisa ou agitação? livros ou bicicleta? Vivo fazendo escolhas contrárias em pouco tempo, as vezes até as misturo em um bolo só. Me apego em algumas ao ponto de me convencer de que será eterna. Logo depois estou fugindo de mão dada com outras, rindo da minha inocência anterior. Vontade? dá e passa. E ainda bem que passa... Não suportaria ficar grudada em algo por tanto tempo assim. Ou morreria de angustia ou de invalidez, sem dúvida.

Estou partindo daqui agora dançante, cheia de vida ,com o sorriso tomando conta do rosto e pronta pra inalar todo o amor desse mundo.. mas posso voltar em breve com uma crise existencial.

     Aguarde os próximos capítulos....

eu, 18 anos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Na minha lata

Desfrute do seu eu.
Ninguém vai te dar mais atenção do que você.

Eles não querem saber do seu sorriso, querem somente que os faça rir.

Não adianta mais tentar meu caro, você só tem a você.
É uma questão de conformismo.

eu, 18 anos.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Aliviada estou

ah... que alívio!

 Como é prazeroso saber da existências de pessoas que te compreendem. Saber que você não a única "louca".  Ela me entende e juntas podemos digerir idéias já degustadas. Admito que a tempos tal compatibilidade já não é mais desconhecida, mas sempre me pego surpreendida com a mesma. É gratificante começar um novo ano com horas de diálogos como essas que acabei de ter, onde você sente que foi essencial para o seu ser.
 Já são 1:16 AM e eu deveria estar dormindo por daqui a quatros horas e meia precisar estar de pé, pra o inicio de um novo ano letivo que por sinal carrega em sua mochila um fulaninho pesado chamado vestibular. Mas sinceramente pouco me incomoda ficar com olheiras mais tarde, afinal agora me sinto um pouco mais evoluída e precisava concretizar isso.
 Ela faz ideia do que causa em mim porque eu já falei algumas vezes, mas é como eu concluo sempre " nada nem ninguém passa na nossas vidas é por acaso " e com certeza essa aí não esta na minha atoa.
 Três horas seguidas, e as palavras que saiam da nossas bocas não cansavam de flutuar em meu quarto. Sorte de nos de termos um ventilador, pois poderíamos morrer asfixiada com as mesmas ou tirar do forno quentinho um livro de ideologia moderna.
 Enfim... tenho muito mais a dizer ainda, porém devo me calar. Continuou aliviada e agradecida por um dialogo produtivo com alguém que não seja o espelho do meu banheiro mas que reflita tanto de mim quanto ele.

eu, 19 anos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Essa não sou eu

Estou cansada desses puxões em minhas cordas.
Cansada dessa pintura ridícula de felicidade que vocês põe em meu rosto.
Não sou essa piadista que vocês dizem que sou.
Essa não é minha história!

Contem pra eles o que fazem comigo quando as cadeiras ficam vazias....

Vocês me jogam no baú na companhia dos cupins que me corrói reclamando
da minha péssima qualidade de madeira.
Taparia meus ouvidos para não escutá-los se meu cerébro não fosse tão ranzinzo
quanto um velho aposentado, ex militar, com prolemas de visão, surdez e de coluna
que não para de gritar sozinho com seu monte de almofada jurando que é seu cachorro que fugiu a três anos.


Aqui está apertado e nem me sustentar em pé pra sair andando eu posso,
devido a essas pernas que só sabem sambar junto com esses quadris oco.
Essa história não é minha!

Sou muito pra tão pouco.
Eu não quero ter uma plateia que rir da boneca, ou da prisioneira, ou ate mesmo
da dançarina de can can que vocês me fantasiaram hoje.
Quero uma plateia que se impressione com tanta genialidade diante do seus
narizes, que por sinal vocês não precisavam ter posto em meu rosto.
Fazem ideia de quanta poeira tem dentro desse baú?
No dia que vocês me fantasiarem de patroa, vou ter uma conversa
seria com os faxineiros desse teatro.

Dente todos os defeitos e mentiras que vocês colocaram em mim ao retirar tudo que eu era,
vocês preservaram algo importante: a esperança.
Posso estar enganada em achar que um dia irei ser quem sou, mas todos os dias
assim que minha cena nesse palco acaba, é ela que me convida
para um jantar a velas e acende a única luz desse estúpido baú.

Queria eu poder enxergar a saída...

eu, 18 anos.

domingo, 30 de outubro de 2011

Eu sou assim mesmo.

Como nunca conheci a espontaneidade decidi me transformar nela.
  As pessoas me olham e acreditam que estou louca, bêbada, e sem noção. Mas, na verdade, eu sou assim mesmo. A vida ta passando e a gente só fica no conforto de nossa poltrona e com a ilusão de que temos o controle em mãos. To afim de levar mais a sério a frase " E se eu morrer amanhã? ", e aproveitar meu dia como se fosse o ultimo. Vou satisfazer meus desejos a cada momento, falar com desconhecidos e tirar um dialogo divertido disso, prestar mais atenção ao que a natureza tem pra nos oferecer, entre outras mais.
  Fico puta pela falta de espontaneidade das pessoas, mais fico mas puta ainda de como elas não sabem receber a espontaneidade.Um dia eu irei de acertar a mesa das pessoas certas. Enquanto isso eu prefiro morrer tentando do que não tentar e simplesmente morrer.
  Já dizia Woody Allen " (...) the important thing in life is courage". Talvez ele esteja certo, talvez a coragem não seria pra viver e sim pra encarar julgamento das pessoas, ignora-lo ou dissolve-lo e aí sim: viver.
 Que tipo de resposta daria se quando você morresse te perguntassem o que fez no seu ultimo dia de vida? Fiquei decepcionada comigo ao perceber que seria mais ou menos assim minha resposta:

- Bom... hoje antes de morrer, eu fiquei na internet, depois dormir o resto da tarde, comi pão com ovo enquanto assistia novela e acho que só...
- hmmmm, que bom...
- É... que bom.

 Depois desse dia, resolvi mudar. Conhecer o mundo que eu não conheço. Mas como farei isso se tenho medo das pessoas que estão nele? Digo, as pessoas são cruéis. Não posso caminhar a qualquer horário do dia na rua sozinha, porque talvez eu seja assaltada ou coisa pior. Não posso fazer uma barraca na praia a noite pra aguardar o sol renascer porque perigoso demais...  O mundo vive sussurrando pedidos em meu ouvidos como o de um simples acompanhamento para o jantar, mas eu tenho medo de ir. E não é por o mundo ser perigoso, é pelas pessoas que habitam nele me causarem receio. Isso me causa raiva também, raiva por saber que estou presa atrás de grades invisivéis que cabe a mim passar por elas ou não.
 Enquanto não resolvo esse dilema, resolvi curtir minha própria cela.  Vou afastar mais essas paredes para torna-las maior, fazer uma faxina, pintar o teto de laranja talvez, ligar o som, remendar o pé da mesa de jantar, fazer barulho e cutucar os companheiros desconhecidos da cela ao lado, quem sabe ele tope colocar a mochila nas costas e ir pedalar comigo no nosso horário de lazer.
  Bom... só sei que agora eu sou assim mesmo, cabe somente a todos você me darem a oportunidade de tira-los dessa rotina enquanto me explico melhor.

eu, 18 anos.

sábado, 15 de outubro de 2011

Lero-lero.

Quero mais é sorrir.
Transformar sorrisos em concreto,
mergulhar no universo paralelo,
infiltrar as fronteiras do novo México
e só parar pra dormir.

Quero um balão azul gigante
que me leve pra bem longe
com o mais famoso navegante
e um velho gordo monge.

 Sambar, batucar, cantar e gargalhar.
 Suspirar, inalar, desfrutar e repassar.

 Descobrir pra viver, viver pra sorrir.

eu, 18 anos.